quarta-feira, outubro 19, 2005

Fazendo valer a pena

Hoje foi um dia bom. Fui viver um pouco da cultura pernambucana na apresentação do espetáculo "Pernambucanamente" do grupo Mandacaru da UNICAP. Sim, lógico, o Kléber dança lá nesse grupo e eu fui prestigiá-lo. Na verdade eu estava ansioso pelo espetáculo, porque gosto muito quando valorizam nossa cultura. Mas fiquei pensando: fazemos tanto pelo outro quando gostamos dele... será que vale a pena?

Não que assistir ao espetáculo fosse penoso, longe disso! Mas esse lance de sair em plena quarta-feira atrapalha alguns pontos dos meus objetivos pessoais! Isso foi um esforço de minha parte! Mesmo assim eu fui, e me deliciei com o espetáculo. E o Kléber estava muito bem, sem querer ser parcial (já sendo)!

Então me veio à memória o que eu, conversando com uma amiga outro dia, havia perguntado a ela: "como está seu relacionamento?". Ela disse que estava completamente apaixonada, e que tinha medo disso! E sei que o caso dela é ainda muito bom, porque a gente vê nos olhos dele o amor que ele sente por ela. E ela faz muito por ele, e é dedicada sobretudo ao relacionamento. Mas às vezes pode ser que passemos realmente dos limites, fazemos tanto pelo outro que esquecemos de nos dar o devido valor. Então tá!
Regra n.1: nunca dar mais valor ao outro do que a si próprio (isso é essencial);
Regra n.2: nunca demonstre tanta paixão, que isso meio que afasta o outro! Às vezes pode acontecer da outra pessoa se encantar totalmente por você a ponto de te tirar todo o ar, é uma faca de dois gumes;
Regra n.3: fique sempre com um pé atrás.

Desde que acabei meu último relacionamento sério sério mesmo - aquelo que vai... volta... vai... volta - eu acabei ficando pra sempre com os dois pés atrás. Se possível, sempre esperando para que puxem meu tapete. Mas acho que só um verdadeiro e novo amor, além do tempo, pode curar essas sequelas.

Já fui assim, de me entregar totalmente, e levei sempre a pior. Hoje sou mais duro na queda, se caio, me relo todo, mas me levanto hoje de cabeça erguida. E o mundo dá muitas voltas, eu sei que dá - depois conto umas muito boas sobre o poder do destino (ohhh). Dai hoje não sei se vale tanto a pena se dedicar tanto. As pessoas não querem nada com nada, com raríssimas exceções! Outras amigas já acham que vale a pena você se deixar levar pela paixão. Ou pelo amor. Quando eu conseguir me abrir mais para isso, quem sabe, né? Por enquanto estou vivendo um momento mito bom, mas espero que se torne melhor. Esperança é a última que morre - desculpem pelo clichê - mas pior é que mesmo quem já está cansado de guerra ainda tem esperança de que tudo possa dar certo no final.

Já que é assim, a melhor e mais eficiente regra até agora é não fazer planos. Não no começo. Não no meio. Talvez melhor deixar tudo pra quando você tenha mais ou menos uma certeza de que o fim está suificientemente longe dos seus olhos.

Viva o sex em Recife.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Bem, eu num preciso mais falar nada sobre o que você escreveu neh? Você sabe que eu num concordo! Acho que amar é sempre bom, lindo e maravilhoso, e não se ama sem dor. A dor é parte do processo de crescimento do ser humano. Então, vamos ao menos curtir o que vem antes dela neh? ;)
Carpe Diem amore!! E se apaixone sempre que puder!! Bjows

20 outubro, 2005 07:02  

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